Peças de ferro fundido sob encomenda: guia de especificação técnica​

Peças de ferro fundido sob encomenda: guia de especificação técnica

Guia técnico completo sobre peças de ferro fundido sob encomenda: guia de especificação técnica para profissionais da indústria metalúrgica. Informações atualizadas com especificações, normas e aplicações industriais.

Informações essenciais no desenho técnico para fundição

O desenho técnico para fundição deve ir além da cotagem dimensional padrão. É obrigatório indicar a classe do ferro fundido conforme norma (NBR 6916, ASTM A48, DIN 1691 ou ASTM A536), as tolerâncias dimensionais por ISO 8062 (CT9 a CT13 para areia verde, CT7 a CT9 para shell molding), ângulos de saída (1° a 3° para faces externas) e sobremetal de usinagem entre 1,5 mm e 3 mm. A posição do plano de separação, canal de vazamento e massalotes devem estar indicados, pois impactam a solidez e a localização de defeitos. A ausência dessas informações é a causa mais comum de orçamentos incorretos.

Solicite sua cotação em até 48 horas úteis

Envie seu desenho técnico (DWG, PDF, STEP, IGES) ou amostra física para análise gratuita. Nossa engenharia avalia o projeto e retorna com orçamento em até 48 horas úteis.

Critérios de seleção da classe de ferro fundido

Selecionar a classe correta exige considerar a tensão de trabalho máxima, a espessura de parede predominante e o processo de fabricação. Para cada acréscimo de 10 HB na dureza, há aproximadamente 35 MPa de ganho de tração. O efeito de parede reduz a resistência em seções grossas — acima de 40 mm, recomenda-se especificar uma classe acima do necessário para compensar a queda de propriedades no centro da seção. O tipo de carregamento (estático, cíclico, impacto) e a presença de concentradores de tensão influenciam a escolha.

Especificação de tolerâncias dimensionais e geometrias

Tolerâncias seguem a ISO 8062-3 com 17 classes (CT1 a CT17). Para areia verde, CT12 é o mais comum (± 2,5 mm para 400 mm). Para shell molding, CT9 (± 1,2 mm para 400 mm). O projetista deve informar quais cotas são críticas — nem toda cota precisa de tolerância apertada. Tolerâncias geométricas seguem ISO 2768. O raio de concordância mínimo de 3 mm em mudanças de seção é essencial para evitar trincas. Cantos vivos devem ser evitados — a relação raio/espessura não deve ser inferior a 0,25.

Acabamento superficial e tratamento pós-fundição

A rugosidade média de peças em areia fica entre Ra 6,3 µm e 25 µm, dependendo da granulometria. Areia AFS 60-70 produz superfícies mais lisas. Tratamentos disponíveis: jateamento com granalha de aço, pintura anticorrosiva (epóxi ou poliuretano), zincagem eletrolítica e metalização. O tratamento térmico de alívio de tensões a 550 °C por 2 a 4 horas é recomendado para geometrias complexas. Cada tratamento impacta diretamente o custo final e deve ser especificado na cotação.

Critérios de aceitação e rejeição na inspeção de recebimento

A inspeção deve seguir plano de amostragem NBR 5426/5427 ou inspeção 100% para itens de segurança. Critérios: verificação dimensional contra desenho, dureza Brinell (3 leituras), análise visual conforme ISO 11971, líquido penetrante em superfícies críticas e pesagem. Porosidade superficial acima de 5% em áreas usinadas é rejeitada. Trincas de contração visíveis a olho nu são rejeição automática. O comprador deve estabelecer o Nível de Qualidade Aceitável e o tipo de inspeção no pedido.

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  • Processos Industriais

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Seg a Sex: 6:30am – 17:00pm

Sab e Dom: Fechado

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Selecionar a classe correta exige considerar a tensão de trabalho máxima, a espessura de parede predominante e o processo de fabricação. Para cada acréscimo de 10 HB na dureza, há aproximadamente 35 MPa de ganho de tração. O efeito de parede reduz a resistência em seções grossas — acima de 40 mm, recomenda-se especificar uma classe acima do necessário para compensar a queda de propriedades no centro da seção. O tipo de carregamento (estático, cíclico, impacto) e a presença de concentradores de tensão influenciam a escolha.

Especificação de tolerâncias dimensionais e geometrias

Tolerâncias seguem a ISO 8062-3 com 17 classes (CT1 a CT17). Para areia verde, CT12 é o mais comum (± 2,5 mm para 400 mm). Para shell molding, CT9 (± 1,2 mm para 400 mm). O projetista deve informar quais cotas são críticas — nem toda cota precisa de tolerância apertada. Tolerâncias geométricas seguem ISO 2768. O raio de concordância mínimo de 3 mm em mudanças de seção é essencial para evitar trincas. Cantos vivos devem ser evitados — a relação raio/espessura não deve ser inferior a 0,25.

Acabamento superficial e tratamento pós-fundição

A rugosidade média de peças em areia fica entre Ra 6,3 µm e 25 µm, dependendo da granulometria. Areia AFS 60-70 produz superfícies mais lisas. Tratamentos disponíveis: jateamento com granalha de aço, pintura anticorrosiva (epóxi ou poliuretano), zincagem eletrolítica e metalização. O tratamento térmico de alívio de tensões a 550 °C por 2 a 4 horas é recomendado para geometrias complexas. Cada tratamento impacta diretamente o custo final e deve ser especificado na cotação.

Critérios de aceitação e rejeição na inspeção de recebimento

A inspeção deve seguir plano de amostragem NBR 5426/5427 ou inspeção 100% para itens de segurança. Critérios: verificação dimensional contra desenho, dureza Brinell (3 leituras), análise visual conforme ISO 11971, líquido penetrante em superfícies críticas e pesagem. Porosidade superficial acima de 5% em áreas usinadas é rejeitada. Trincas de contração visíveis a olho nu são rejeição automática. O comprador deve estabelecer o Nível de Qualidade Aceitável e o tipo de inspeção no pedido.

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